Comportamento operante e respondente
Em linguagem simples
Os dois tipos básicos de comportamento estudados pela análise do comportamento. Respondente é o que é eliciado por um gatilho — salivar quando sente cheiro de comida, sentir medo quando ouve um barulho súbito. A consequência não importa pra ele continuar acontecendo. Operante é o que é selecionado pela consequência — apertar um botão pra acender a luz, pedir um abraço quando se sente triste. A diferença muda completamente como a clínica intervém em cada um.
Tecnicamente
Distinção conceitual fundamental da análise do comportamento. Comportamento respondente (Pavlov, 1927): eliciado por estímulo antecedente, organizado em arcos reflexos, sensível a condicionamento clássico (pareamento de EN com EI, transferência do controle a EC). Inclui respostas autonômicas, emocionais e fisiológicas. Modulável por extinção respondente e contracondicionamento. Comportamento operante (Skinner, 1938): emitido espontaneamente e selecionado pelas consequências, organizado pela contingência tríplice (antecedente, comportamento, consequência), sensível a reforço e punição. Inclui a maior parte do comportamento voluntário. A distinção tem implicação clínica direta: ansiedade fóbica tem componente respondente forte (manejo via exposição + contracondicionamento), enquanto comportamento autolesivo é tipicamente operante (manejo via análise funcional + reforço diferencial de respostas alternativas). Na prática clínica, a maior parte dos comportamentos relevantes combina os dois (operante-respondente interativo).