Esquema de reforço

Em linguagem simples

Regra que descreve com que frequência um comportamento é recompensado. Cada vez? Uma vez a cada três? Aleatoriamente? Essa regra muda o jeito que o comportamento se mantém — quando a recompensa vem de forma aleatória, o comportamento fica mais persistente, mais difícil de extinguir. É o motivo de máquinas caça-níquel viciarem mais que cofrinhos.

Tecnicamente

Padrão de relação temporal e numérica entre uma resposta operante e o reforço subsequente, estudado sistematicamente por Ferster e Skinner (1957). Classifica-se por dois eixos: razão (número de respostas necessárias) versus intervalo (tempo decorrido) e fixo versus variável. Daí emergem quatro esquemas intermitentes básicos — razão fixa (RF), razão variável (RV), intervalo fixo (IF), intervalo variável (IV) — cada um com curva característica de resposta cumulativa. Esquemas de reforço intermitente produzem comportamento mais resistente à extinção que reforço contínuo, achado central da análise experimental do comportamento e com aplicação clínica direta (entender por que comportamentos disfuncionais reforçados intermitentemente, como atenção da família após explosão, são tão estáveis).