Análise do Comportamento

Em linguagem simples

Ciência do comportamento humano fundada por Skinner nos anos 1930-50. Em vez de buscar a causa do que a gente faz em estados mentais invisíveis (vontade, motivação, inconsciente), procura nas interações com o ambiente — o que acontece antes do comportamento, o comportamento em si, o que acontece depois. Não é “rato apertando barra” — é uma forma rigorosa de entender comportamento humano que sustenta intervenções clínicas com evidência forte: ABA, DBT, TCC, terapias contextuais.

Tecnicamente

Disciplina científica fundada por B. F. Skinner (operacional desde “The Behavior of Organisms”, 1938; “Science and Human Behavior”, 1953) que estuda o comportamento como fenômeno natural, sujeito a leis empíricas, derivado de interação entre organismo e ambiente em múltiplos níveis (filogenético, ontogenético, cultural). Três conceitos-âncora: (a) contingência tríplice (antecedente, comportamento, consequência) como unidade analítica; (b) operante e respondente como categorias funcionais distintas de comportamento; © seleção pelas consequências como princípio causal. Subdivisões contemporâneas: análise experimental do comportamento (laboratório), análise comportamental aplicada (ABA), filosofia da ciência (behaviorismo radical). Sustenta intervenções com evidência robusta: ABA pra autismo e deficiência intelectual, DBT pra TPB e desregulação, ACT pra dor crônica e depressão, FAP pra problemas interpessoais. Distingue-se do behaviorismo metodológico (Watson) e do behaviorismo lógico — debate filosófico relevante em “Behaviorismo radical vs análise do comportamento”.