Invalidação
Em linguagem simples
O oposto de validar. Acontece quando a gente responde ao sentimento do outro de uma forma que diz, em essência, “isso que você está sentindo não faz sentido / está exagerado / não devia ser assim”. Pode ser explícita (“para de drama”) ou sutil (“calma, não é pra tanto”). Mesmo bem-intencionada, invalidação repetida ao longo do tempo é um dos fatores que mantém ou piora a desregulação emocional.
Tecnicamente
Resposta interpessoal que comunica que a experiência emocional, cognitiva ou comportamental do outro é inadequada, errada, incompreensível ou desproporcional ao contexto. Linehan (1993) descreveu funções típicas da invalidação: (a) negar a experiência (“você não está realmente com raiva”), (b) corrigir prematuramente (“você deveria estar grato”), © atribuir motivos espúrios (“você só quer atenção”), (d) simplificar excessivamente a resolução (“é só não pensar nisso”). Manifesta-se ao longo de um gradiente — de invalidação aguda a invalidação crônica e sistêmica (configurando um ambiente invalidante). Mecanismo de dano proposto: aumenta arousal sem fornecer modelagem de regulação, sustenta o ciclo emoção-pensamento-emoção, dificulta tomada de perspectiva, e ao longo do desenvolvimento contribui pra etiologia da desregulação pervasiva. Distingue-se de discordância: discordar do conteúdo factual sem invalidar a emoção é compatível com postura validante.