Quando indicar treinamento multifamiliar DBT

Em linguagem simples

Multifamiliar DBT não é pra toda família — funciona melhor em alguns perfis. Quando ajuda muito: adolescente em sofrimento grave (autolesão, ideação suicida, oscilação intensa) com pais ainda engajados; adulto com TPB cujo parceiro ou família próxima continua sendo parte central da vida; família que reconhece o problema e está disposta a aprender. Quando ajuda pouco: abuso ativo dentro da família, falta de motivação dos familiares, paciente muito resistente à participação familiar. Avaliar perfil antes de indicar evita frustração de todos.

Tecnicamente

Indicações com melhor evidência pra treinamento multifamiliar DBT (Hoffman et al., 2005; Rathus & Miller, 2014): (a) adolescentes com desregulação grave, autolesão ou tendência suicida — formato multifamiliar DBT-A é primeira linha em programas comprehensive; (b) adultos com TPB em relação significativa com família ou parceiro disposto a participar; © famílias com ambiente invalidante crônico identificado como fator de manutenção; (d) paciente identificado em fase inicial de tratamento individual, com motivação pra envolver a família. Contraindicações relativas: (a) abuso físico ou sexual ativo da família contra o paciente (exige proteção antes de psicoeducação); (b) familiares com transtorno mental grave não-tratado que impeça aprendizado em grupo; © recusa explícita do paciente em envolver a família. Indicação ótima depende de avaliação: motivação dos familiares, qualidade da relação, recursos práticos (transporte, tempo) pra frequência semanal de grupo. Programas alternativos quando multifamiliar não é viável: Family Connections (formato peer-led, 12-24 semanas) ou psicoeducação familiar individual.