Reforço diferencial
Em linguagem simples
Procedimento da análise do comportamento que usa reforço de forma seletiva: o que se quer aumentar é reforçado, o que se quer diminuir não é. Em vez de punir comportamento problema, a estratégia é fortalecer um comportamento alternativo que cumpre a mesma função — por exemplo, em vez de tentar suprimir birra, ensinar pedir verbalmente e reforçar com atenção quando isso aparece. Princípio central de intervenções em ABA, na DBT, e em programas parentais com evidência.
Tecnicamente
Princípio operacional fundamental da análise comportamental aplicada (Cooper, Heron, Heward, 2020). Variantes técnicas: DRO (Differential Reinforcement of Other behavior) — reforça ausência do comportamento-alvo em intervalo definido; DRA (Differential Reinforcement of Alternative behavior) — reforça comportamento alternativo funcionalmente equivalente; DRI (Differential Reinforcement of Incompatible behavior) — reforça resposta incompatível topograficamente com o comportamento-alvo; DRL (Differential Reinforcement of Low rates) — reforça taxa reduzida de emissão. Vantagens sobre punição ou extinção isoladas: (a) constrói repertório funcional novo em vez de apenas suprimir; (b) evita efeitos colaterais aversivos (escalada, evitação, generalização indesejada); © é compatível com princípios éticos contemporâneos de intervenção comportamental. Aplicação clínica ampla: ABA pra autismo (substituir comportamentos disfuncionais por funcionais), DBT (reforçar uso de habilidades em vez de comportamento autolesivo), programas parentais baseados em evidência (PCIT, Triple P), manejo de comportamento em transtornos do neurodesenvolvimento. Implementação eficaz requer análise funcional prévia (identificar reforçador atual do comportamento-alvo) pra garantir que o reforço diferencial use reforçador comparável ou mais potente.