Tendência suicida (suicidalidade)

Em linguagem simples

Termo guarda-chuva pra um espectro de pensamentos e comportamentos relacionados a tirar a própria vida — desde pensar que “seria melhor não estar aqui” até planejar e tentar. Não é a mesma coisa que estar sempre prestes a se matar. É um sinal clínico que merece atenção, com gradações que importam pra orientar o tratamento e a comunicação. Pedir ajuda quando aparece é o passo certo, sempre.

Tecnicamente

Construto clínico (suicidality) que abrange ideação suicida (passiva e ativa), planejamento, comportamento preparatório, tentativa e suicídio consumado. Distingue-se de CASIS pela presença de intenção de morte. Fatores de risco prospectivos com maior evidência incluem tentativa prévia, ideação ativa com plano e meio acessível, transtorno mental ativo (especialmente humor e psicose), uso de substâncias, isolamento social, eventos estressores recentes. Avaliação clínica padrão usa instrumentos como C-SSRS (Columbia) ou SBQ-R. Manejo de primeira linha em quadros graves: DBT tem o conjunto mais robusto de ECRs (Linehan et al., 1991-2015) mostrando redução de tentativa e ideação. Não confundir com CASIS — manejo, comunicação com família e prognóstico diferem significativamente.