Bipolar tipo 1 vs tipo 2
Em linguagem simples
Os dois tipos principais de bipolar. No tipo 1, em algum momento a pessoa teve um episódio de mania — euforia ou irritação extremas que afetaram seriamente o funcionamento, às vezes com necessidade de internação. No tipo 2, a pessoa nunca teve mania completa, mas teve hipomania (euforia mais leve, sem perda total de controle) intercalada com episódios depressivos intensos. Tipo 2 não é “bipolar mais fraco” — o peso clínico vem mais da depressão.
Tecnicamente
Distinção diagnóstica do DSM-5 ancorada na presença ou ausência de mania completa. Tipo 1 exige pelo menos um episódio maníaco (humor elevado, expansivo ou irritado, com aumento da atividade orientada por objetivo, durando ao menos sete dias ou exigindo hospitalização, com prejuízo funcional marcante). Tipo 2 exige ao menos um episódio hipomaníaco (mesmos sintomas mas duração mínima de quatro dias e sem prejuízo funcional grave nem psicose) E pelo menos um episódio depressivo maior, sem nenhum episódio maníaco na história. Implicações práticas: tipo 1 tem maior risco de psicose, internação e suicídio durante mania; tipo 2 tem proporcionalmente mais tempo em depressão e taxa de suicídio igualmente preocupante. Tratamento medicamentoso difere parcialmente — lamotrigina tem evidência mais forte pra depressão bipolar tipo 2 do que pra tipo 1.