Transtorno Bipolar

Em linguagem simples

Doença mental crônica que faz a pessoa alternar entre momentos de euforia muito intensa (que pode passar do ponto e virar crise) e momentos de depressão pesada — com intervalos de funcionamento normal entre eles. Não é variação de humor comum, não é “ser temperamental”. É um quadro com base biológica forte que exige tratamento contínuo, geralmente combinando medicamento e psicoterapia.

Tecnicamente

Transtorno do humor de curso episódico caracterizado pela alternância entre episódios de mania ou hipomania e episódios depressivos, com intervalos eutímicos. Classificado no DSM-5 em tipo 1 (exige ao menos um episódio maníaco), tipo 2 (ao menos uma hipomania e um episódio depressivo maior, sem mania), ciclotimia (oscilações subsindrômicas por dois ou mais anos) e variantes (induzido por substância, devido a condição médica, outros especificados). Prevalência ao longo da vida estimada entre 1 e 2,5% (Merikangas et al., 2011). Etiologia multifatorial com forte componente hereditário (estudos de gêmeos indicam herdabilidade alta). Tratamento de primeira linha combina estabilizadores de humor (lítio, ácido valproico, lamotrigina) e/ou antipsicóticos de segunda geração com psicoterapia estruturada (psicoeducação, TCC, terapia de ritmo social interpessoal). Diagnóstico diferencial crítico inclui TPB, TDAH e depressão unipolar.