Mania

Em linguagem simples

Estado em que a pessoa fica com uma energia muito alta, fala sem parar, dorme pouco e mesmo assim se sente cheia, sente que pode tudo, age impulsivamente — gastando dinheiro, dirigindo perigoso, tomando decisões grandes sem pensar. Não é “estar feliz demais”: a mania pode vir como irritação ou agressividade, e quase sempre prejudica relações, trabalho e segurança. É um quadro grave que merece atendimento imediato.

Tecnicamente

Episódio caracterizado por humor anormalmente elevado, expansivo ou irritado, persistente por ao menos sete dias (ou qualquer duração se requerer hospitalização), acompanhado de aumento anormal da atividade ou energia orientada por objetivo. Diagnóstico DSM-5 exige três ou mais sintomas adicionais (quatro se humor for apenas irritado): autoestima inflada ou grandiosidade, redução da necessidade de sono, fala pressionada, fuga de ideias, distratibilidade, agitação ou aumento de atividade dirigida, envolvimento excessivo em atividades de alto risco. O episódio deve causar prejuízo funcional marcante, exigir hospitalização ou apresentar características psicóticas. Distingue-se da hipomania pela duração, gravidade e prejuízo. Manejo agudo: estabilização farmacológica (lítio, antipsicóticos de segunda geração, valproato), avaliação de risco de suicídio (paradoxalmente elevado em fases mistas), proteção do paciente e da rede.