Cadeia comportamental (análise em cadeia)
Em linguagem simples
Ferramenta da DBT pra “destrinchar” um comportamento problema depois que ele aconteceu. Em vez de só anotar “tive uma crise terça à noite”, a pessoa e o terapeuta reconstroem em detalhe: o que aconteceu nos dias anteriores que aumentou a vulnerabilidade, qual foi o gatilho específico, que pensamento veio na cabeça, que emoção surgiu, o que ela fez logo antes, o comportamento em si, o que aconteceu logo depois (alívio? consequência pior?). Cada elo da cadeia é uma oportunidade de intervir da próxima vez.
Tecnicamente
Procedimento clínico estruturado de análise pós-evento desenhado por Linehan (1993) como variante aplicada da análise funcional pra contexto clínico. Decompõe o evento problema em elos sequenciais: (1) vulnerabilidades prévias — sono ruim, alimentação irregular, conflito não-resolvido, uso de substância nos dias anteriores; (2) gatilho específico — evento agudo que iniciou a sequência; (3) elos internos e externos — pensamentos, emoções, sensações, ações intermediárias; (4) comportamento-alvo — o comportamento problema (autolesão, tentativa, agressão, uso); (5) consequências imediatas e tardias — reforçadores positivos e negativos, custos a curto e longo prazo. Cada elo identificado vira candidato a intervenção: redução de vulnerabilidades (PLEASE), habilidade de tolerância no ponto de impulso (TIPP/STOP), modificação de consequência (não-reforçar acidentalmente). Rizvi & Ritschel (2014) detalham técnicas de condução clínica eficaz — paciência, especificidade, evitar interpretação prematura. É uma das ferramentas mais utilizadas no segmento individual da DBT, frequentemente combinada com análise da solução.