Os 6 níveis de validação (Linehan)
Em linguagem simples
Linehan organizou a validação em seis degraus, do mais básico ao mais profundo. Nível 1 é simplesmente prestar atenção sem distração. Nível 2 é refletir o que a pessoa disse, sem distorcer. Nível 3 é “ler nas entrelinhas”, nomear o que ela ainda não conseguiu dizer. Nível 4 é entender a reação a partir da história da pessoa. Nível 5 é entender a reação a partir do que está acontecendo agora. Nível 6 é tratar a pessoa como igual, com radical genuinidade. Quanto mais alto o nível, mais difícil acertar — e mais curador.
Tecnicamente
Taxonomia de Linehan (1997) que organiza estratégias de validação em seis níveis crescentes de complexidade e profundidade. (V1) Atenção plena ao paciente — postura corporal, ausência de distração. (V2) Reflexão acurada — espelhar conteúdo e emoção sem distorcer. (V3) Articular o não-dito — nomear o que o paciente ainda não verbalizou mas comunica de outro modo. (V4) Validação a partir da história — entender a reação como compreensível dado o aprendizado prévio do paciente, mesmo quando disfuncional no contexto atual. (V5) Validação a partir do presente — entender a reação como compreensível dado o contexto atual, mesmo quando exagerada. (V6) Radical genuinidade — tratar o paciente como igual, sem postura de especialista distante. Cada nível depende dos anteriores; o nível mais alto aplicável a uma situação é o mais terapêutico. Mal-calibrada, validação alta vira paternalismo ou validação de comportamento disfuncional.