Hipomania

Em linguagem simples

Versão mais leve da mania. A pessoa fica com energia alta, mais falante, dorme menos, sente que rende mais — mas sem perder o controle nem prejudicar gravemente a vida (não exige internação, não tem psicose). Pode parecer “uma fase boa”, e por isso muita gente com bipolar tipo 2 demora a procurar tratamento: a depressão pesada vem depois e ninguém liga ao período eufórico.

Tecnicamente

Episódio caracterizado por humor anormalmente elevado, expansivo ou irritado, persistente por ao menos quatro dias consecutivos, com aumento anormal da atividade ou energia. Critérios DSM-5: três ou mais sintomas adicionais (quatro se humor for apenas irritado), sintomas claramente observáveis e mudança no comportamento habitual da pessoa, mas SEM prejuízo funcional marcante, internação ou psicose — pontos que distinguem da mania. É componente diagnóstico do bipolar tipo 2 (que exige hipomania + depressão, sem mania). Importa não banalizar: hipomania não é “felicidade saudável” — é estado patológico com risco aumentado de transição pra mania (em bipolar tipo 1), depressão pós-hipomania, e decisões impulsivas com consequências de longo prazo. Avaliação clínica usa instrumentos como Mood Disorder Questionnaire e HCL-32.